“Não sei se em algum momento cheguei
Pedaço de prazer/ perdido/ num canto do quarto escuro/ inferno paraíso/ vivo ou morto/ te procuro... (Leminski)
sábado, 30 de janeiro de 2010
Ser o reflexo de muitas.....
“Não sei se em algum momento cheguei
Achei bonito....me lembrou tarde de sol
“(…) Queria te contar que eu tenho aqui comigo
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Talvez nos próximos e apressados 365 dias
Talvez....
eu me case,
Talvez eu permaneça na esbórnia
Talvez eu fique filosofando ao beber destilados
Talvez eu comece um livro
Talvez volte para capítulos já começados.
Talvez...
Eu adormeça numa gôndola em Veneza,
Talvez pise nos paralelepípedos mal colocados de Lisboa
Talvez deite na grama nas tardes de verão
Talvez comece a beber refrigerante
Talvez aprenda a tocar violão
Talvez...
Eu aprenda a nadar,
Comece a malhar
Aprenda a cozinhar, lavar e passar.
Talvez recupere aqueles 8 quilos.
Talvez eu tenha um filho.
Talvez...
Eu tenha inúmeras intensidades passageiras
Talvez eu deixe de fazer o proibido (ah, tomara que não).
Talvez eu tenha gozos incomparáveis
E diga palavrões impublicáveis.
Talvez...
Eu tenha atitudes pensadas, chatas e equilibradas
Talvez eu aprenda a dançar
Talvez eu ainda tenha cabelos cacheados
Talvez eu pegue um bronzeado
Talvez...
Eu deixe o vento brincar na minha face e corpo
Talvez eu perca o medo de altura
Talvez eu possa acertar o passo
Talvez eu saia do traçado
Talvez...
Eu fique rica e excêntrica
Talvez eu resolva comer beringela
Talvez eu tome porre aos sábados
Talvez eu vá à missa ou a descarregos nos domingos
Talvez...
Eu perdoe pequenas coisas
Talvez eu continue no “8 ou
Talvez eu me dane mais
Talvez eu foda mais
Talvez...
Eu tenha religião ou seja crente
Talvez eu seja uma boa amante
Talvez eu faça análise
Talvez eu abrace mais
Talvez toda a ‘pira’ valha a pena.
Talvez, talvez, talvez...
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
(A pedidos) Minolta em......Sobre um novembro
"Por alguns instantes até esqueci como chegar.
È, já faz um tempo.
Mas, como escrevi: 'dezembro sempre me proporciona uma leveza estranha',
e, me vi voltar às tais linhas.
E; antes de voltar, fui ali.
Ali, vi a indefesa de um sorriso,
Os olhos apertados de euforia,
Passos tão macios e meus.
Parei ao me ver de costas pro mar cinza.
Parei diante de mim exatamente assim, como descrevi acima.
Ah, quase esqueço de citar os cabelos esvoaçantes e a direção dos meus olhos;
Que olhavam além, sobre e profundo.
Meses depois parei diante de mar, mesquinhamente, semelhante.
Céu e a quantidade de pegadas eram outros.
Foi um contraste tão intenso – de cenário, olhos
e pegadas – que já nem sei mais o que era, superficialmente, similar.
No primeiro, os cabelos em várias direções camuflavam um sorriso incontido,
contornavam lábios abertos e acompanhavam dedos dados.
Os pés sentiam a areia fria e, deliciosamente, grudenta.
Neste dia, lembro que vi a areia em outro chinelo.
Já, há pouco tempo, enfim, parei em frente ao mar.
Parei e me deixei.
O cinza também estava, despudoradamente, insistente.
Estava até parecido.
Mas, faltavam certas coisas...
Aquele vento.
O sorriso escondido e incontido.
A areia grudenta e fria.
...e Outros dedos".
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
citação Carlos Drummond de Andrade
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Imagem
e a volúpia no espelho é dele.
- aproveita!
...se aninha
que a tua mão dorme ali.
[ali embaixo]
