segunda-feira, 27 de abril de 2009

L e m i n s k i


acordei bemol

tudo estava sustenido

sol fazia

só não fazia sentido.



Foto retirada do: www.boczon.blogger.com.br/2006_12_01_archive.html

domingo, 26 de abril de 2009

Sem provas....sem 'crime'


As provas foram anuladas, ou melhor, rasgadas.
Mas pra quê?

Para anular o quê?
Isso é para renegar ou esconder?
Trocam-se pronúncias, álbuns e histórias já encenadas.

Ainda fica!
Fica a lacuna não respondida.

A ausente companhia.
A pasta, propositalmente, deslocada e esquecida.
A sua ida.

Agora sem as provas, como fica o crime perfeito?

Esquecido junto à anatomia que apresenta
“ 24 cm a mais que Minolta e olhos de um verde vacilante?”
Anulado com o passar de tempos e roteiros itinerantes?
Substituído pela intensidade banal?
Desbotado pelo eco de um prazer oral ou carnal?
Postado junto a outros nomes, corpos e representações?
Habitando os pensamentos dos mesmos vilões?

As reminiscências perguntam:

Onde está o corpo?
Cadê a causa e o efeito?
Onde está o ‘crime’?
Cadê aquele ‘crime perfeito’?

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Click


Vi retratos alheios
Pares alheios,
Afeto alheio.

Nos cenários e retratos que estive não nos vi.
Acho que faltamos na hora do: “Sorria”.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009


Selo recebido do "Minhas misturas"

As regras são:
1 - Exiba a imagem do selo “Olha Que Blog Maneiro” que vc acabou de ganhar!
2 - Poste o link do blog que te indicou. (muito importante!)
3 - Indique 10 blogs de sua preferência.
4 - Avise seus indicados.
5 - Publique as regras.
6 - Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.
7 - Envie sua foto ou de um(a) amigo(a) para olhaquemaneiro@gmail.com juntamente com os 10 links dos blogs indicados para vericação.
Caso os blogs tenham repassado o selo e as regras corretamente, dentro de alguns dias você receberá 1 caricatura em P&B.

Meus indicados:

Minhas misturas
Siguilita no espaço
Gazetana
Dois Copos
Cantinho da Lin

Leitura compartilhada
The last but not the least
Rabiscos ao Acaso

Stephen Dedalus por James Joyce

"Dia e noite se movia por entre imagens deformadas do mundo exterior.
Uma figura que lhe houvesse parecido de dia modesta e inocente vinha-lhe, de noite,

através da treva sinuosa do sono,
com a face transfigurada por astúcia impudica,
os olhos brilhando de brutal prazer.
Só a manhã o atormentava com a sua sombria lembrança de tumulto orgíaco,
notificando-lhe a aguda e humilhante sensação de transgressão
".



Retrato do artista quando jovem - p. 112.

Para onde vai Joshua?


Ele vai pra onde?
Ouve,
Sente,
Fala o quê?

Aquelas pessoas tão próximas, se transformam em algo fantasmagórico e ilusório para ele.
Os acontecimentos não superam a aura pueril.
Tornam-se inconstantes, sufocam o cotidiano
em um lodo espiritual e carnal.

Nessa sua conjuntura que mistura
A novidade e entrega do número um,
A amizade do número dois,
A paixão do número três,
E o tesão do número quatro
O sagrado e o profano se entrelaçam.
De repente, fica só o pensamento no escuro,
E no colchão só a marca do corpo que ocupou o retrato.



Foto: paremomundo

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Entre 4 paredes


Minolta tem uma transparência peculiar.
Gosta de mostrar seus conflitos interiores,
mas apenas de forma torta - como ela mesma define.
Lembrou-se da condição imposta por si mesma após chegar em seu quarto - o número 8 do único albergue da cidade fria e sempre nublada que presenciou sua chegada
há cinco meses.
Seu atual refúgio não é tão novo, mesmo assim, não colaborou para apagar alguns resquícios.
Entre as quatro paredes, Minolta relê a cópia do bilhete de despedida que deixou para Joshua há exatos cinco meses:

" (...)
de súbito minha leveza de espírito (em sua forma física) não caminhará na mesma direção que meus passos, de súbito também não terei o colo que me repousou, os braços que me envolveram, o corpo que se movia em compasso com o meu e os beijos que minha boca acostumou tão fácil a ter. Por fim, fica tudo assim, porque assim foi:
Do acaso a doce ausência do ponto final"
.

Após o suspiro, que marcou o fim de sua leitura, lembrou-se de suas camuflagens e desvios subjetivos. Por fim, fez ecoar no quarto solitário:
- Foi mesmo um 'crime' perfeito?



Foto: azoreanangel.blogs.sapo.pt