segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Uma melodia a dois


Seja sob um som meio MPB, um samba, uma paródia ou iê-iê-iê
Os corpos continuam fazendo música.
Música nas faces, nucas e ventres.

Um fim de semana passou, outro se concluiu
E os lados opostos que se completam
Continuam em harmonia.

Os olhares e as divagações são, invariavelmente, interessantes.
Os pensamentos e pernas se entrelaçam.
E simples mortais deixam-se envolver.

Sentem o vento e a sensação de liberdade
Dividem o quadro com as nuances que queimam.
Se refugiam na oportuna aventura sensorial.

Ouve-se os primeiros acordes perto do ouvido
A composição se finda nos lábios
E a melodia se perde ‘no lado de baixo do Equador’.



Imagem: Lasar Segall

4 comentários:

Paulo Sarges disse...

Temos mais uma competente poetisa!

fico feliz com isso.

ainda mais por ter escrito há poucas hrs uma poesia que também fala de dança e outras coisas legais.

Poesia solta, bem como ao estilo "abaixo da linha do equador" deve ser

parabêns
=]

Erich disse...

òtima ... gostei muito ... diferente das depre de outros blogs.

craw disse...

Ouvem-se os primeiros acordes perto do ouvido
A composição se finda nos lábios
E a melodia se perde ‘no lado de baixo do Equador’.
Esse trecho ficou espetacular, obrigado por vc não privar o público q gosta de uma boa leitura do seu talento e sensibilidade.

Willy disse...

o lado de baixo do equador
é invariavelmente vermelho
as interpretações é que podem variar
do belo
ao fato
do peito
ao falo
Pena que isso já não cabe a quem lá não mora, afinal somos todos invariavelmente atravassado pelos trópicos!