A gente só se olha,
só se enrosca,
só se toca,
só se sente...
A gente se pertence!!!
Ao menos, foi assim naquela hora,
naquele banho,
naquela cama.
A gente se revela!!!
Na cama do número 9,
No grito que não cabe na garganta,
Na vontade escondida em cada gemido.
A gente se esconde!!!
No vidro embasado do box,
no lençol enrolado na cama,
Na luz que se apaga.
A gente se reencontra!!!
No desígnio de cada ligação ao meio-dia,
Em cada passo sem propósito,
No imoral de cada fuga tua.
